Apresentação
Agora é pra valer, está posto o desafio para os integrantes da cena amapaense. “A proposta é realizarmos o maior Festival Independente de todos os tempos no Estado”, assim é como estão pensando os membros do Coletivo Palafita ao programarem o Festival QuebraMar. Um festival que já nasce com o modelo e as ambições de outros conceituados festivais independentes do país, como o Calango (MT), Varadouro (AC), Jambolada (MG) e muitos outros, não no sentido de dizer que o Festival QuebraMar alcançará a casa dos milhões de reais de orçamento, mas sim pelo que já trás de discussão em seu bojo, tendo em vista que será, nessa oportunidade, aplicada toda a tecnologia que o Palafita aglutinou nesse período em que esteve participando dos festivais, acompanhando as bandas e produzindo eventos. Para tanto, preparou muitos detalhes em conjunto com produtores da Serasgum Produciónes (PA), Na Figueiredo (PA) e do Espaço Cubo (MT) e também buscará a imprensa especializada para participar das atividades.
O Festival QuebraMar já tem data para 05 e 06 de Dezembro com uma programação repleta de novidades: Produtores de outros estados estão dispostos a bancar as suas passagens para vir para o evento. Todos estão vendo o acontecimento como uma ação estratégica de uma movimentação que vem crescendo no país: “estamos na correria do circuito há alguns anos e com o Amapá o contato começou há pouco mais de dois anos, mas já era tempo de vocês terem feito um festival que venha não só a trazer bandas, mas também produtores e jornalistas influentes na cena nacional pra dar um gás na moçada. Cobramos isso não tanto aos membros da cena local, mas sim dos integrantes do Coletivo Palafita, que são as pessoas que mais temos contato. Por outro lado, estamos muito interessados em poder articular uma atividade como o Festival QuebraMar, que será um marco na história dessa integração com o restante do Brasil”, afirma Pablo Capilé, Articulador do Circuito Fora do Eixo e Diretor de Articulação Política da Abrafin (Associação Brasileira de Festivais Independentes). Ele também afirma que “esse apoio pode ser traduzido, por exemplo, pelo interesse do Macaco Bong, que é uma banda que já rodou o circuito, mas nem por isso participa dos festivais apenas pra tocar e fazer um show massa. Alem disso eles podem trabalhar no período que antecede a programação com Workshops, além de dar uma força legal no palco durante o evento”.
Então é isso. De acordo com o avançar dos dias essa movimentação vai se intensificando cada vez mais. Pra gente, não nos restam muitas opções a não ser juntar todos aqueles que querem trabalhar, sair do planejamento, da inércia ou do sono, arregaçar as mangas e botar pra quebrar na construção do Festival QuebraMar. Aguardem as próximas notícias